A missa de Natal e o picolé de limão

Picolé de Natal

Picolé de Natal

Levo minha mãe até a igreja de São Francisco de Assis, para a missa de Natal, neste 24 de dezembro de 2018. É um santo bacaninha, dos meus preferidos, porque gostava de bichos.

Tenho pelo menos uma hora para ficar à toa, até a missa acabar e dar a hora de ir buscá-la. Assistir à missa não é uma opção. O roteiro desse programa é muito batido. Quem viu uma, viu todas. Então ganho uma hora para flanar.

Embora o calor tenha amenizado nestas vésperas natalinas, lembro que há semanas penso em tomar um picolé de limão. Nunca dá certo. Ou estou com pressa, ou não posso sair com um picolé pingando pela rua, porque está calor demais, ou não tem picolé de limão na geladeira de sorvetes da padaria. Comprar para levar e tomar em casa não dá. Porque ele derreteria no meio do caminho. Então decido parar na vendinha mais próxima e tentar a sorte. Não acredito em linhas traçadas, destino, essas coisas, mas o mercadinho não apenas tinha uma geladeira com sorvetes variados, como tinha picolé de limão.

Por R$ 2,25 realizei meu desejo de Natal.

O picolé de limão é tudo aquilo que almejo para 2019 também.

Simples, sem frescuras, caldas, melecas, firulas ou recheios rebuscados, apenas com um pouco de açúcar (a embalagem informa que o sorvete contém 78 calorias), o azedinho do limão para o gosto ficar interessante e – vá lá – um pouquinho de aromatizante artificial, porque aquele quê de kisuco tem sabor de infância. E é sempre saudável tentar, de vez em quando, olhar o mundo como se fosse uma criança, sem interpretar demais, apenas olhar para as coisas e pensar o que são, como funcionam, como afetam a sua vida, de maneira direta e reta.

Assim, este blog deseja a todos um ótimo Natal. Com comilanças ou presentes, reuniões e/ou brigas de família, recolhimento ou bebedeiras. Que seja ótimo à maneira de cada um.

E um picolé de limão em 2019.

 

 

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