A moda do poke havaiano em São Paulo

Poke provado no Jin Jin

Poke provado no Jin Jin

De tempos em tempos surgem modas que viram mania e depois desaparecem. Foi assim com o frozen yogurt (também conhecido como sorvete de iogurte – que eu adoro, mas só encontro ultimamente no Sesc); com as paletas mexicanas – essas felizmente desapareceram, já que eram só picolés metidos a besta, entre outras. Agora temos o poke, comida típica do Havaí que leva peixe cru, arroz japonês (gohan) e molho de soja. Os acompanhamentos podem variar, mas essa é a base. Adorei a novidade e tenho tentado provar pokes variados.

Embora seja a mesma composição do temaki, no poke os cubos de peixe são maiores e a montagem é diferente. Em uma tijela, a base é o arroz. Sobre ele coloca-se o peixe, os acompanhamentos e o molho. Gosto do meu poke com cebolinha, cebola roxa, manga, sunomono (pepino japonês em conserva) e alga, para dar uma crocância. O molho pode ser teriaki, apenas o básico de soja ou, quando disponível, maoinese de wasabi, que eleva a voltagem do prato.

Poke de peixe branco do Jin Jin

Poke de peixe branco do Jin Jin

Vou começar pelo que achei melhor até agora: o Poke Bowl, que funciona na praça de alimentação do shopping Frei Caneca. Você escolhe a proteína (eles fazem até com frango, descaracterizando um pouco a coisa, mas na tentativa de atender quem não come peixe cru), os acompanhamentos e os molhos. Não é barato. Os valores mudam um pouco conforme a proteína escolhida, mas nenhum sai por menos de R$ 35. Se comer ali, peça a banana da terra laminada e crocante. E dispõem de água de coco fresca (R$ 6,50), que você bebe no coco mesmo, aberto na hora. Representa bem o espírito havaiano. E a comida é muito boa.

Balcão do Poke Poke, com amostras dos pratos, para termos ideia do tamanho.

Balcão do Poke Poke, com amostras dos pratos, para termos ideia do tamanho.

Provei o Mr Poke. Pedi entrega via Ifood. É OK, sem grandes alegrias ou dissabores. Não supera do Poke Bowl.

Ainda não conheço a comida do Poke Poke, a rede de poke que mais cresce no País. Estão abrindo lojas em todos os shoppings. Eles vendem desde pratinhos mínimos, com 200 ml de comida, até grandões, com 600 ml. Os preços variam. Sem peixe (só arroz e shimeji) pode sair por R$ 14. Com peixe, custa a partir de R$ 28. Eles garantem que a proporção entre arroz e peixe é boa. Hora dessas quero comer para ver.

Poke Gendai: foto da foto.

Poke Gendai: foto da foto.

A rede Gendai oferece poke por R$ 19,90. Esse não provei. Vem em um potinho muito mínimo.

Mas se a ideia é provar para conhecer, recomendo o Jin Jin, rede de culinária asiática que está presente em diversos shoppings da cidade. Desde o começo do mês eles estão vendendo o poke nas versões ceviche, salmão misto e peixe branco. O prato é pequeníssimo e provavelmente você terá que comer mais alguma coisa para matar a fome em uma refeição, mas pelo menos é bem mais barato do que os demais: R$ 18,90. É a mesma fórmula: arroz japonês, peixe cru, acompanhamentos e molho. A diferença é que já vem montado. Provei o de ceviche, que mistura peixe branco e salmão. É fresco, bem feito e gostoso. Mas bem pequeno mesmo. Para acabar de matar a fome, fui obrigada a comer uma enorme sobremesa.

Outra foto do poke que provei no Jin Jin, para ter ideia do tamanho.

Outra foto do poke que provei no Jin Jin, para ter ideia do tamanho.

Pretendo provar outros e voltar ao assunto. De maneira geral, poke é uma comida leve e saudável, então vale a pena apostar no crescimento das “pokerias” (será que dá pra chamar assim?) Só o Poke Poke promete 30 restaurantes em operação ainda no primeiro semestre deste ano. Será que a coisa vai cair no gosto das pessoas?

 

 

 

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