Carne para servir em casa. Bem passada.

Carne em cubos, preparados com molho de cogumelos.

Carne em cubos, preparados com molho de cogumelos.

Uma antiga propaganda trazia um rapaz pálido e sem graça, que dizia: “Se você quer levar uma vida saudável, alto astral, devia parar de comer carne. A carne tira toda aquela energia que tá dentro da gente”. A dieta básica dele, informa, é formada por gérmen de trigo, caroço de mamão e chuchu. Depois de defender seu, digamos, estilo, finaliza, no mesmo tom monocórdico: “Não sinto a menor falta da carne”. Daí a churrascaria mostra seu ambiente em cores quentes, cortes de carne apetitosos e frequentadores bonitos, para concluir: “Esplanada Grill, aquele lugar deprê, cheio de gente baixo astral”.

Nunca fui a essa churrascaria. Não sei se é boa ou não. Mas a propaganda é ótima. E embora eu admire alguns vegetarianos convictos (o ex-beatle Paul McCartney, por exemplo), acho muito chata a militância vegetariana, que tenta convencer amantes da carne a eliminá-la do cardápio.

Não resisto a uma boa picanha na brasa, de preferência mal passada. Porém, comer carne em restaurantes de São Paulo está caríssimo. Um casal não gasta menos do que R$ 300 em uma refeição nas boas casas.

Quero voltar ao assunto depois. A dica da semana é de a nova linha de produtos “Todo Dia”, da Friboi, que traz carne pronta, para comer em casa, a um custo evidentemente menor. Não tenho qualquer parentesco com o Tony Ramos nem estou ganhando dinheiro para fazer propaganda. Apenas achei que seria uma dica boa para quem quer preparar carne, mas não possui habilidade na cozinha.


Bem passada

Um alerta: só funciona nos pratos em que a carne possa ser servida bem passada. A Friboi diz que “Todos os itens são produzidos por meio de processo térmico, técnica que utiliza o calor extremo para esterilizar e manter as propriedades nutricionais das carnes, o que garante até 10 meses de validade.”

As carnes são vendidas cozidas ou grelhadas prontas para consumo: basta aquecer no micro-ondas ou forno. As porções são indicadas para duas pessoas. O tempero é leve. Quem gosta de sabores mais fortes terá que acrescentar sal e pimenta.

Vendidos congelados ou resfriados, são 14 tipos. Entre os resfriados, há tiras de carne grelhadas, estrogonofe, costela ao molho com mandioca, tiras de carne com cebola, cubos de carne grelhados e fraldinha ao molho caseiro. E entre congelados estão costela bovina assada com osso, tiras de carne grelhada, cubos de carne grelhados, carne moída cozida temperada, bites (bolinhas de carne) sabor picanha e costela assada sem osso. Experimentei dois. OK. Não chega a ser uma amostra abrangente, mas já deu para ter ideia do produto.

A fraldinha ao molho é bem saborosa. O molho é abundante. Fica ótima se servida com arroz branco ou purê de batatas. Todas as carnes são acompanhados por um “assa fácil”, embalagem plástica que facilita o preparo. No caso da maminha, demorou no forno mais tempo do que o indicado na embalagem, mas há variações entre os fornos caseiros, então convém dar uma espiada na carne no meio do tempo do cozimento, para não correr o risco de queimar.

A carne em cubos (650 gramas, R$ 24) vem sem molho. Pode ser usada em um estrogonofe, picadinho ou outro preparo. Os cubinhos já vêm cozidos.

Em média, os resfriados custam entre R$ 16 e R$ 22. Com exceção da fraldinha, com 900 gramas, a mais cara: sai entre R$ 24 e R$ 34, a depender de onde se compra. No supermercado perto de casa, custa R$ 33. Os congelados custam de R$ 12 a R$ 28.

A linha Todo Dia já pode ser encontrada nos supermercados dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A empresa diz que ao longo ano fará chegar a outras regiões do País.


Doença da vaca louca

Para quem se preocupa com a doença da vaca louca, convém lembrar: a empresa atesta que a carne é de gado sadio, obviamente. A principal linha de propaganda deles – o peso da grife – acaba sendo importante. Tenho um exemplo que atesta minha tese. Uma amiga que mora na Inglaterra deixou de comer carne vermelha por receio da doença da “vaca louca” (encefalopatia espongiforme bovina), que pode ser transmitida às pessoas e causar danos neurológicos terríveis e até matar. Ela só compra raramente um tipo de carne certificada na qual confia 100%. Concluo que grife importa. Suponho que vão se assegurar muito mais atentamente sobre a qualidade quanto mais conhecida for a marca.

 

5 Comments

  1. Vanderlei Beliato says:

    Parabéns pelo trabalho Lucia, como sempre o requinte e o bom gosto saltando aos olhos de quem degusta o melhor…bjo

  2. Parabens Lucia 🙂

    Adoro suas criticas, desde o Diario do Comercio, ja lia suas materias de restaurantes, receitas. Talento 🙂 Parabens e sucesso 🙂

    sandra nogueira

  3. Me conta depois se deu certo?
    abraço

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