Comendo como um leão

 

Carne caça como deve ser: mal passada.

Carne caça como deve ser: mal passada.

O Menu da Lú passou um período meio abandonado. Peço desculpas aos meus dois leitores fiéis. Hoje vou retomar para tentar distrair a mente do assunto principal que ocupa a todos no momento e procurar não pensar que pode acontecer – ele não!!! – o pior.

Vou mostrar um pouco daquilo que provamos na viagem recente à África do Sul. O país, aliás, tem características muito parecidas com o Brasil. Com recursos naturais belíssimos, savanas e animais incríveis, ainda possui distribuição de renda lamentável, muita pobreza e corrupção.

Game plater do Tribes

Game plater do Tribes

Mas como este blog fala de comida, a dica de hoje para quem for para lá e gosta de carne é o que chamam de “game meat”, a carne de caça. Ninguém vai sair atirando em bichos, à la Hemingway, por favor. A coisa é feita de maneira controlada.

Tribes: ambiente

Tribes: ambiente

No restaurante Tribes, que ficava ao lado do nosso hotel em Joanesburgo, comemos carne de kudu, impala,  javali e avestruz, no prato chamado game plater. Na textura, as três são semelhantes à carne de vaca. Mas o gosto é bem diferente. Os cortes vêm acompanhados de batata assada, vinagrete, cebola frita (deliciosa) e sour cream, o creme azedo que combina bem com o sabor levemente adocicado da carne. A dica é pedir a carne mal passada. Não tanto quanto os leões a comem, mas a experiência gastronômica será mais intensa assim, pois a carne de caça pode ficar muito dura, perder textura e quase todo o sabor, se passada demais.

Cardápio, com preços (lembrando que cada real vale cerca de 4 rans):

http://tribesafrica.co.za/

 

 

 

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