Jamie’s Italian: fresco e sem frescuras

Jamie's Italian: informal

Jamie’s Italian: informal

Jamie Oliver é aquele inglês com cara de moleque que parece ter entrado na cozinha para fazer traquinagem. Tem 40 anos, aparenta menos, mas é um cozinheiro respeitável. Além de livros e programas de TV, ficou conhecido por ter revolucionado a merenda das crianças do Reino Unido, inserindo receitas mais saudáveis e diminuindo frituras (estamos falando da terra do fish and chips) e guloseimas. Ele tem lastro e faz as coisas certas. Mas não é bobo. Então capitalizou a fama e começou a abrir restaurantes.

Admiro sua forma de cozinhar informal, sempre usando ingredientes frescos, de preferência recém-colhidos. Algumas criações de Jamie acabam meio mal ajambradas, é verdade. Ele não exibe pratos impecavelmente arrumados, mas parecem gostosos. Então, quando uma amiga convidou para provar a comida do Jamie’s Italian em São Paulo, claro que aceitei. Seria a chance de comer algo que, embora não tenha sido preparado por ele, foi feito com base em receitas concebidas por ele.

A primeira casa de Jamie Oliver em São Paulo foi inaugurada em março no ano passado no Itaim Bibi. Depois, outra em Campinas. A novidade agora é uma ligeira mudança no cardápio.

Salada Super food: mistureba muito gostosa. Foto: Ella Miller/Divulgação

Salada Super food: mistureba muito gostosa. Foto: Ella Miller/Divulgação

Alguns itens, porém, se mantêm, justamente porque fazem sucesso. É o caso da salada super food, que leva um montão de ingredientes: abacate, erva-doce, brócolis, beterraba assada, mix de grãos e sementes, queijo cottage e harissa, ao perfume de erva-doce. É uma mistureba de coisas que combinam muito bem entre si. Os garçons contam que alguns clientes habituais sentam à mesa na hora do almoço e pedem a salada de cara, sem consultar o cardápio. Para comer como prato principal, peça a inteira, que custa R$38. Se quiser como entrada, a meia porção sai por R$28.

Entraram no novo menu duas massas, também com opção de meia porção: rigatoni pomodoro, no qual o molho leva tomates com alho, manjericão, mascarpone, mussarela e pangrattato  (R$42 a inteira e R$29 a meia); e fettuccine porcini, com cogumelos selvagens, mascarpone, alho, vinho branco, gremolata de limão, parmesão e pangrattato (R$55 e R$35). As massas são boas. Nada excepcional.

Steak & frites. Foto: Ella Miller/Divulgação

Steak & frites. Foto: Ella Miller/Divulgação

Essa novidade não comi: ultimate burguer: hambúrguer de carne com queijo minas derretido, mortadela, onion rings, salsa de tomate, picles e pimenta Lombardi (R$49). Provei o frango à milanesa, que consiste em um peito de frango free range (criado livremente ou frango caipira) recheado com prosciutto (presunto italiano) e queijo fontal, empanado e servido com ovo free range estrelado e lâminas de trufas. Custa  R$74. Se preferir uma carne, há o italian steak frites: um paillard de miolo de alcatra, servido com coleslaw e skinny fries R$50. Também não provei esse.

Para sobremesa, vale provar a torta de polenta e água de flor de laranjeira. É uma espécie de bolo de milho, que vem acompanhado de creme e romã (R$26). Bem gostoso. Mas convide alguém para dividir, se já tiver comido muito, porque o doce é grandão.

Torta de polenta e água de flor de laranjeira.  Foto: Ella Miller/Divulgação

Torta de polenta e água de flor de laranjeira. Foto: Ella Miller/Divulgação

A casa faz questão de divulgar que a equipe é treinada para ter um conhecimento profundo sobre todos os pratos que são servidos e que o objetivo ali é servir “comida saudável, sustentável e fresca” (ressaltando que é no sentido de feita na hora e não de frescurinhas).

No restaurante do Itaim, que foi o que conheci, dá para sentir o jeitão informal e o cuidado com os ingredientes frescos, que o inglês tanto preza.

Há todo um processo para aprovar cada ingrediente e homologação dos fornecedores pelo grupo Jamie Oliver. As farinhas e o presunto San Daniele, entre outros ingredientes, vêm da Itália.

As carnes são fornecidas pela Cerrado Carnes, que se compromete a criar os animais sem confinamento.

O responsável por trazer o restaurante para o Brasil é Lisandro Lauretti, que além de sócio trabalha como chef executivo. Como consultor, ele já assinou cardápio de 20 restaurantes. O próprio Jamie não deu as caras por aqui nem na inauguração. A justificativa é que ele não quis atrair para si mais atenção do que ao restaurante.

O Jamie’s Italian número 1 foi inaugurado em 2008  na cidade de Oxford, Inglaterra. Atualmente ele tem 42 casas no Reino Unido e 19 filiais em países como Austrália, China, Emirados Árabes e Singapura.

Jamie Oliver: traquinagem na cozinha.

Jamie Oliver: traquinagem na cozinha.

Jamie’s Italian

Endereço: Avenida Horácio Lafer, 61 – Itaim, São Paulo.

Telefone para informações: (11) 2365-1309.

Capacidade: 228 lugares.

Horário de funcionamento: domingo (12h/22h30), segunda e terça-feira (12h/23h), quarta e quinta-feira (12h/0h) e sexta-feira e sábado (12h/1h).

Formas de pagamento: cartões de crédito (Amex, Elo, Master e Visa), débito (Elo, Master e Visa) e tickets (Alelo e VR).

Estacionamento: R$20 (com manobrista).

O restaurante possui acesso para deficientes, wi-fi, ar-condicionado e música ambiente. Não possui área de fumantes.

www.jamiesitalian.com.br

 

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