Mercadão: mais lanches e menos compras de ingredientes.

Mercadão: belos vitrais.

Mercadão: belos vitrais.

Depois de passar um dia no Eataly, passamos outro dia no Mercado Municipal Paulistano.

O texto também saiu na revista C&S, da Fecomércio. A revista inteira está aqui:

http://issuu.com/fecomercio/docs/c_s_39_tela_simples_issue_02b4e9cba3f410

O Mercadão, na rua da Cantareira, centro da cidade, próximo à rua 25 de Março, foi desde sempre procurado para compra de ingredientes bons e baratos para cozinhar, mas hoje o público vem mudando. Um levantamento da associação que congrega os comerciantes do local aponta que cresce a cada ano o número de pessoas que chegam com intenção apenas de comer nos restaurantes e lanchonetes. A proporção hoje fica em 60% a 40%, em relação a dos compradores tradicionais.

Boa parte dos visitantes vem de fora do Estado ou do País. Isso explicaria em parte esses números, já que turistas raramente têm intenção de adquirir ingredientes para cozinhar. E o investimento na divulgação das atrações gastronômicas também ajuda. O sanduíche de mortadela e o pastel de bacalhau são as vedetes.

As frutas: exóticas e tradicionais. Humor é a chave para vender mais.

As frutas: exóticas e tradicionais. Humor é a chave para vender mais.

O Bar do Mané, que ostenta o slogan “O sanduíche mais famoso do Mercadão”, clama para si o pioneirismo. Os donos atuais são herdeiros de Jeremias e Alberto Cardoso Lareiro, que abriram a lanchonete em 1933, ano da inauguração do Mercado. Até hoje continuam fazendo o famoso sanduba. Com 450 gramas de mortadela, custa R$18. Divulgam vender 2 mil sanduíches por sábado, o dia mais movimentado.

Outros bares oferecem o lanche, com pequenas e grandes variações. No Mortadela Brasil, há 11 anos instalado no mezanino do Mercadão, além do sanduíche tradicional, com 300 gramas de mortadela (R$19,50) há o Brazuca (R$27), recheado de mortadela, bacon crocante, queijo cheddar e alface americana, entre outros, que chega a pesar meio quilo. A novidade por lá é o sanduba Marbavilhoso (no pão baguette, com 300 gramas de mortadela defumada Marba, pepino em conserva, ovo e queijo prato – R$ 25). E até 31 de julho quem pedir um dos sanduíches de Mortadela Defumada ganha uma peça de 700 gramas da nova Mortadela Defumada Marba.

Marbavilhoso do Bar Mortadela Brasil: novidade.

Marbavilhoso do Bar Mortadela Brasil: novidade.

O bar vende também o pastel de bacalhau (R$19), que preenche o prato e acaba valendo por uma refeição. Alguns visitantes chegam decididos a experimentar ambos, para entender a fama dos lanches e vão logo pedindo um de cada. Os garçons são instruídos a explicar o tamanho de cada quitute, pois raramente uma pessoa consegue comer os dois em uma única refeição.

Como a visita foi feia por mim juntamente com o fotógrafo Rubens Chiri, provamos ambos, por obrigação do ofício. Mas para ninguém pensar que somos esganados, explicamos: cada um comeu apenas a metade de um lanche.

Ao lado do Mortadela, pode-se comer o sanduíche de bacalhau desfiado (R$17,50) do Elídio Bar ou, se preferir uma refeição inteira, pode pedir o baião de dois (R$45) do Brasileirinho, que leva feijão de corda, costelinha suína e queijo coalho.

O mezanino, onde fica grande parte das lanchonetes e restaurantes, é também melhor lugar para admirar os vitrais do Mercadão. Se bater aquela letargia depois do almoço, peça um café e aprecie 32 painéis subdivididos em 72 vitrais, trabalho do artista russo Conrado Sorgenicht Filho, responsável também pelos vitrais da Catedral da Sé.

Uma vez alimentados, vamos às compras. Nos 12.600 metros quadrados de área construída do Mercadão, variedade é a palavra que impera. O box Central de Carnes Tigrão encontramos carnes exóticas como  jacaré (R$ 95 o quilo), rã (R$49), avestruz (R$49) e javali (R$64), além de algumas normais, como filé mignon (R$49).

Quem procura frutas não sai de mãos vazias. Há abacaxis, maçãs, bananas (R$3) e mangas em profusão. Achamos vistosas carambolas (R$ 7 o quilo) e belas melancias (R$4). Mas os comerciantes investem mesmo é na venda das frutas sofisticadas e caras. A curiosa uva Safira de Petrolina, sem sementes, é vendida a R$69,90 o quilo. Aos potenciais compradores, oferecem para provar o morango da Califórnia (R$ 79,90 o quilo) envolto pela tâmara isralense (R$ 89,90) que, docíssima, quebra o azedinho do morango. Quando a repórter passa, anunciam que “hoje quem está usando lenço roxo no pescoço paga menos”. Oba! Eu lembrei de colocar meu lenço, então vou comprar barato. Como em uma grande e animada feira, disputam clientes pelos corredores. Humor, amostras grátis e descontos são as armas para aumentar o faturamento. Confesso que comprei alguns gramas dos enormes morangos californianos. O gosto decepcionou. Os pequenos morangos de Atibaia são mais saborosos.

Morangos de Atibaia

Morangos de Atibaia

O Mercadão em números

Nos 12.600 metros quadrados de área

1.500 funcionários

350 toneladas de alimentos movimentados por dia

290 boxes

Mercadão: 350 toneladas de alimentos movimentados por dia.

Mercadão: 350 toneladas de alimentos movimentados por dia.

Mercado Municipal Paulistano.  Rua da Cantareira, 306. Centro. Tel.: 3313-3365. Estacionamento: Zona Azul. Funcionamento: segunda a sábado, das 6h às 18h. Domingos e feriados, das 6h às 16h.
www.oportaldomercadao.com.br

 

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*