Réveillon: com consciência, é bom para todos.

 

Réveillon na Avenida Paulista

Réveillon na Avenida Paulista

Você provavelmente já planejou seu réveillon. Considerando que estamos na tarde deste 31 de dezembro de 2017, imagino que a maioria sabe onde estará na passagem para o ano novo. Por aqui, ficamos o mais low profile possível, em casa. Caso não chova, conseguimos enxergar os fogos da avenida Paulista. E esse é o máximo de participação na festa que aceitamos. Melhor seria termos janelas e portas à prova de som, para que o gato não ficasse assustado com os estouros ao redor.

Este blog costuma trazer dicas de comida, mas hoje, em vez de cardápios, queria falar sobre o comportamento nas comemorações em restaurantes. Se todo mundo tiver consciência, ninguém corre o risco de atrapalhar a festa alheia. A vida em sociedade não é fácil. Muitos desejam os benefícios de ter tudo perto e disponível sem abrir mão do individualismo. Assim, a equação não fecha. Listamos aqui algumas situações que podem ser problemas ou não, a depender da boa vontade de alguns em entender que o ambiente é coletivo.

Aquele vídeo super engraçado – O onipresente aparelho celular vai servir para desejar “Feliz Ano Novo” a quem não está junto naquele momento. Mas use com parcimônia. Não fique durante toda a festa mostrando vídeos engraçadinhos, do cachorro, do sobrinho, do tio que caiu da cadeira, daquela festinha da firma na qual a Marcinha estava dançando de um jeito super engraçado etc. Pense que para quem está na mesa ao lado o som é incômodo. Além disso, será que as pessoas estão mesmo tão interessadas no seu vídeo de qualidade duvidosa? Nem tudo precisa ser exibido. Que tal apenas conversar?

Desenho Family Guy: o bebê chorão na mesa ao lado. Foto: Reprodução

Desenho Family Guy: o bebê chorão na mesa ao lado. Foto: Reprodução

Bebê chorão – Bebês, até onde os conheço, preferem ficar na segurança da própria casa, a participar de festas barulhentas. Não raro um desses, de poucos meses de idade, começa a chorar no restaurante, mesmo que não seja réveillon. E o nível de ruído só aumenta. Além disso, o som de um bebê chorando é incômodo por outra razão: existe ali uma pequena pessoa extremamente infeliz. Fica difícil festejar se há alguém por perto lamentando tanto o fato de estar no mesmo local. Se algum conviva manifesta o incômodo, os pais desses chorões costumam ficar na defensiva e dizem: ‘É uma criança! Não entende’. Sim, exatamente. Por isso mesmo vocês não deveriam submeter o pequeno ser a tamanho aborrecimento. Fiquem em casa com seu rebento. É melhor para todo mundo, inclusive para o bebê.

Sugestão, em um café paulistano

Sugestão, em um café paulistano

Gritos e correrias – Crianças que correm entre as mesas podem provocar acidentes, ao não serem vistas por garçons (que carregam bandejas com comida quente, garrafas de bebidas, copos quebráveis) e incomodar outros comensais, ao bater em mesas e cadeiras. A algazarra infantil é super bem vinda na casa da avó, com os primos reunidos bolando a próxima traquinagem, mas aqui mais uma vez pede-se algum planejamento por parte dos pais: programem um réveillon particular, na casa de alguém que também tenha crianças. Talvez, educação para que o pirralho entenda que não pode incomodar estranhos também funcione. Mas como hoje em dia tudo é permitido às crianças, melhor só levá-las ao restaurante depois que completarem 16 anos.

Cortesia, educação – O garçom que está servindo também é um ser humano e não uma máquina. Não custa nada pedir por favor quando precisar de algo e agradecer quando ele trouxer sua bebida e comida. Não adianta chamar de “amigo”, querendo criar uma falsa empatia, e tratá-lo como serviçal ou como se pertencesse a uma casta inferior, apenas porque você está ali com sua família, pagando uma conta salgada, e ele está trabalhando.

Abraços efusivos e beijos molhados – Tem gente que já bebeu três caipirinhas, cinco chopes ou uma garrafa de vinho e, à meia noite, na virada do ano, sai cumprimentando efusivamente todos os estranhos, com longos abraços e beijinhos. Convém manter o “semancol” básico ligado, e só fazer isso com quem estiver no mesmo ânimo que você. Aquele casal da mesa de canto talvez não queira participar de maneira tão, digamos, interativa da festa.

Pode ser bom para todo mundo

Pode ser bom para todo mundo

Uber e congêneres – Todo mundo já falou, mas todo ano tem aqueles que estragam o ano novo de outros ao dirigir bêbados. As estatísticas sobre acidentes não mentem. Não, gente, não pode. Não, você não dirige melhor depois de beber. Apenas seu senso crítico fica alterado e você acaba mais auto indulgente. Enfim, hoje temos diversas maneiras de chegar em casa gastando menos do que pagaríamos em um táxi. Não arrisque. Se a festa só tem graça se beber, deixe o carro em casa.

E um ótimo começo de 2018 a todos.

 

One Comment

  1. Fernando Relógio says:

    Ola, tudo bem Lucia, gostei muito das suas sujestões.

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